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5 de dez. de 2012

Shopping sem fronteiras

Um guia para aproveitar cada oferta das lojas de departamento na Terra do Tio Sam

Por Priscilla Sobral e João Fantini


A megastore Macy´s, em Nova York, já se tornou um símbolo da cidade, tanto que é dela o patrocínio dos fogos da Independência dos Estados Unidos (Reprodução)
Disney, hamburgueres, Hollywood, música pop, Coca-Cola. Não é difícil dizer que essa breve lista traz alguns dos símbolos da cultura norte-americana, certo? Certíssimo. Se há, contudo, um item que deve fazer companhia a Mickey Mouse e sua turma, é o que atende pelo nome de loja de departamento. Definidos como "estabelecimento comercial especializado na venda de diversos tipos de produtos no varejo, sem adotar uma linha específica", esses endereços satisfazem dos shopaholics em busca da maior quantidade possível de marcas até quem quer mergulhar em um universo onde a exclusividade garante o charme do negócio.
Sem a impessoalidade de um shopping e com a vantagem de reunir em um único espaço etiquetas das mais diversas procedências, acredita-se que os grandes magazines surgiram ainda no século 18, com a britânica Bennet's. Foi só em meados dos anos 1800, porém, que o francês Le Bon Marché começou a aplicar o conceito de departametos como o conhecemos hoje. Sucesso em terras europeias, onde ainda arrebata devotos em plena era das fast fashion, as department stores pipocaram mesmo foi nos Estados Unidos. 


A mais exclusiva magazine dos Estados Unidos, a Bergdorf Goodman reúne em seus salões marcas de sapatos tão exclusivas quanto Christian Louboutin e Charlotte Olympia (Reprodução)
Por lá, é quase impossível andar pelas ruas - ou até pelos grandes centros de compras, pois elas também fincaram suas bandeiras por lá - sem se deparar com uma loja organizada por setores, seja ela luxuosa, tradicionalista, moderninha ou popular. Há opções para todos os gostos e bolsos, mas, com tantas araras abarrotadas para percorrer, não é nada fácil saber por onde começar. Por isso, que tal dar o start com o nosso miniguia de lojas de departamento? 

Bergdorf Goodman
Fundada em 1899, a Bergdorf Goodman é um templo do luxo nova-iorquino. Dividida em dois endereços na Quinta Avenida, exclusivamente para eles ou para elas, a Bergdorf, como foi apelidada, pode ser descrita como uma experiência sensorial: por suas salas, espalham-se bolsas Hermès daquele couro que parece massagear os dedos, frascos do inconfundível Chanel nº5 e bordados de encher de lágrimas os olhos de qualquer um que já tenha sido picado pelo mosquito da moda. Imperdível por ali, porém, é a sala dedicada aos sapatos. Expostos como pequenas joias (quem disse que não são?), estão pares de LouboutinJimmy ChooRepetto e outras etiquetas tão sofisticadas quanto o prédio que lhes abriga. O bolso não está assim tão recheado? Pegue as escadas rumo ao quinto andar e apure o olhar em meio ao espaço dedicado aos novos designers. Vai saber se não está ali o novo Marc Jacobs...


Espécie de bazar sem dia para acabar, a Century 21 reúne dezenas de peças de marcas de luxo por descontos que chegam a 80% (Reprodução)
Macy's 


Classificar a Macy's como uma simples loja de departamentos seria diminuir a importância dessa instituição nova-iorquina. Nascida em 1858 na Herald Square, no coração da Big Apple, a Macy's tem hoje quase 900 lojas espalhadas pelos Estados Unidos. Nenhuma delas, contudo, supera a flagship: anuciada como a maior loja do mundo, a Macy's vende quase tudo, de grifes elegantes a promoções atraentes, todas embaladas na sua inconfundível sacola com a estrela vermelha. Em meio as compras, pare um minuto para reparar nas escadas rolantes. "Oi? Escada rolante?" Sim. Elas são feitas de madeira e parecem ter a capacidade de te levar para o passado com o girar de um degrau.
Century 21


Sabe a expressão "Babado, confusão e gritaria"? Pois bem, ela deve ter sido criada por alguém enquanto visitava esse endereço nos arredores do World Trade Center. Espécie de meca dos loucos por descontos, essa bazar eterno tem como proposta vender peças de coleções passadas de marcas como Calvin Klein e Prada a preços de fast-fashion. Antes de chegar ao caixa, contudo, há uma série de obstáculos a serem enfrentados pelos milhares de compradores que passam por ali diariamente. O primeiro diz respeito a organização: ninguém ali liga muito para organização, o que significa que você pode ter de procurar por uma calça no chão ou por aquela camisa no fundo de uma arara enquanto alguém ao seu lado luta pela mesma peça. Em seguida, temos de falar sobre o aperto, que faz jus ao metrô na hora do rush em qualquer metrópole, com o adendo de que ali a multidão não dá um minuto de folga. Por essas e outras (precisamos mesmo citar as filas e o calor que faz lá dentro?), a Century 21 é para os corajosos, desafiadora até para os mais acostumados com liquidações. Nossa dica? Esteja preparado para a luta.
Quem circula pelas ruas de Nova York logo percebe quem fez compras na Bloomingdale´s, tradicional e luxuosa loja de departamentos da cidade cujo símbolo são suas Brown Bags (Reprodução)
Bloomingdale's & Saks Fifth AvenuePassar por Nova York sem visitar essas duas megalojas seria comparável a ir até a cidade e não ver a Estátua da Liberdade. Sem a opulêcia da Bergdorf e longe do ritmo turístico da Macy’s, a Saks e a Bloomingdale’s são competidoras ferrenhas, mas, por aqui, acreditamos que o que não falta é espaço para ambas e consumidores para passarem seus cartões por ali. O limite de crédito, no caso, precisa ser generoso: apesar de terem algumas ofertas, o foco tanto da Bloomingdale’s quanto da Saks são as marcas de luxo. No térreo de qualquer de seus endereços, contudo, o universo da perfumaria atria até quem não tem centenas de dólares para gastar: nos corners de marcas como MAC, Bobby Brown e Maybelline é possível encontrar pechinchas como blushs, batons e acessórios de make-up pela metade do preço praticado no Brasil. 


Hipermercados como os da rede Target reúnem ótimas ofertas de peças básicas e itens para crianças. Para não errar, fique sempre atento aos tamanhos e ilustrações nos pacotes (Reprodução)
Target & Wal-Mart

Até quem foge do supermercado como diabo foge da cruz ficaria encantado com os hipermercados americanos. Adeptos da máxima "Quanto maior, melhor" esses giga estabelecimentos vão muito além do pão com ovo cotidiano. Nos corredores quase tão largos quanto algumas ruas brasileiras, encontra-se de tudo: frascos de shampoo que poderiam banhar um cavalo por alguns meses, caixas de cereal de tamanho suficiente para alimentar um batalhão e até remédios - Tylenol e Kit Kat na mesma prateleira, sem preconceitos. Deixando o blá blá blá de turista impressionado de lado, pelos Targets e Wal-Marts também é possível encontrar peças fofas por preços impressionantes e até as labels sofisticadas já descobriram e abocanharam esse filão (vide a linha da Missoni para a Target). Carrinho em mãos, preste atenção nas peças básicas e não se assuste com pacotes: dentro deles, há ótimas opções de camisetas, meias e até underwear, daqueles para usar até cansar e indispensáveis em qualquer closet.

29 de nov. de 2012

Desconto, desconto meu

Comprar e nunca usar, errar feio no tamanho, só perceber o defeito na peça quando já chegou em casa. Já pagou mico em liquidações? Ensinamos os truques infalíveis para cair em tentação sem se arrepender depois
Por Priscilla Sobral e João Fantini
Nos Estados Unidos, liquidações como a Black Friday, que aconteceu no último dia 23, atraem milhares de consumidores ávidos por descontos impressionantes (Carlo Allegri - Reuters)
40%, 50%, 60%. Liquidação, promoção, saldo. Vamos ser sinceros e fazer a confissão: eu, (coloque seu nome aqui), já me senti atraído por uma dessas palavras ou qualquer de seus sinônimos. Para os shopaholics de plantão ou para aqueles que visitam o shopping uma vez por semestre, comprar com descontos é mais do que atrativo, é algo quase hipnotizante. E não importa se são marcas de luxo ou fast fashion, levar para casa peças cujas etiquetas têm remarcações parece sempre um negócio atrativo. Nos desculpe, portanto, por acabar, ao menos por um momento, com o sonho dourado dos viciados em liquidações: nem todas elas são o paraíso dos preços baixos e escondem-se por baixo de araras e atrás de adesivos de "sale" uma extensa lista de armadilhas.

Arquitetadas para acelerar as trocas de coleções, as vendas especiais são território fértil para as lojas desovarem todo tipo de peça, das que encalharam até aquelas queridinhas dos consumidores, mas com preços muito altos para a maioria dos bolsos. É nessa corrida desenfreada rumo aos saldões, contudo, que muitos compradores adquirem mais do que bons descontos. Nas sacolas dos mais desavisados ou apressados, podem vir de micos a king kongs das compras. 



Além dos preços muito mais convidativos, promoções escondem alguns truques que podem enganar os mais desavisados (Reprodução)
Confusões no tamanho são o primeiro e os mais clássicos dos erros cometidos nas promoções. Na pressa de aproveitar a loja toda ou na busca incessante por determinada peça, muita gente esquece ou desiste de provar o que pretende arrebatar no caixa. O que acontece ao chegar em casa? A calça perfeita fica apertada ou o tão sonhado vestido fica curto demais. Sem a vantagem da troca, não há santo padroeiro de black friday que resolva problemas de silhueta. Por isso, antes de se empolgar achando que dá para ajustar qualquer coisa na costureira, faça uma visitinha ao provador e encare o espelho por todos os ângulos. Ignore as filas do lado de fora e aproveite também para fazer testes básicos, mas infalíveis. Para casacos, feche os botões e mexa os braços em um autoabraço, pois ninguém quer ficar preso dentro da roupa. Para calças, saias, shorts e afins, não esqueça de sentar e testar o conforto nas pernas e se o "cofrinho"não aparece em hipótese alguma. 

Tamanhos acertados e você acha que já pode sair do provador, certo? Errado. Aproveite seus cinco minutos de privacidade para checar a qualidade do que está para entrar no seu armário. Faça um check-up completo e confira as costuras, os zíperes, os acabamentos e também as etiquetas. Nelas, vale ler a composição da peça antes de comprar poliester acreditando ser algodão. O olhar atento vale até para aquelas roupas que ganham descontos por causa de "pequenos" defeitos. Aqui, vale reparar, por exemplo, em um casaco que está com 70% off pela falta de um botão simples, mas é melhor deixar para trás caso o problema sejam zíperes quebrados, desfiados aparentes ou problemas ainda mais graves, como manchas ou furos.Com a certeza de ter acertado no tamanho e na qualidade da pechincha da vez, a questão agora é saber se o tal baratex recém-adquirido não vai encalhar.

Com preços de fazer os olhos brilharem, muitas vezes nos deixamos levar por impulsos que se tornarão os solteirões dos nossos closets. Para evitar a solteirice fashion, nunca é demais pensar duas vezes na sua compra e se perguntar: "Como vou combinar isso?" e "Preciso mesmo dessa peça?". Se as respostas para ambas forem afirmativas, lembre-se ainda de que alguns clássicos de qualquer guarda-roupa podem durar muito mais caso você opte por investir em uma calça preta com caimento perfeito, uma ótima jaqueta de couro ou uma bota que enfrente vários invernos e tenham alguns cifrões a mais na etiqueta. 



Nada pior do que chegar em casa com a peça em tamanho errado. Por isso, sempre vale fazer um double check antes de chegar ao caixa (Reprodução)
Antes de deixar a loja, duas máximas para não pagar aquele mico. Controle a empolgação e não leve a loja inteira para presente. Sem dar ao presenteado a chance de trocar o que ganhou, corre-se o risco de deixar família e amigos com não mais do que uma lembrança ruim em mãos. Por fim, na hora daquela "choradinha" final, preste atenção ao pagamento. Na maioria dos casos, vale pagar à vista e evitar dividir as compras em infinitas prestações, tanto para fugir dos juros quanto para não perder o controle sobre as finanças no fim do ano. 

Restando menos de um mês para o Natal - leia-se para o início da temporada de descontos pós-festejos - a tentação parece ser ainda maior. Afinal, quem não quer aquela roupa nova para os dias quentes que estão para chegar? Antes de mergulhar nas lojas, porém, tenha em mente que toda liquidação têm seus truques e que olhos atentos não se deixam enganar por promessas tentadoras, mas difíceis de serem cumpridas - Chanel por R$ 100? Precisa dizer que é para desconfiar? Se o preço é mesmo bom, a qualidade é boa e o caimento parece feito para você, contudo, é só correr pro abraço. Ou melhor, para as liquidações.

13 de jul. de 2012

Liquida!

Vestido da marca Juliana Jabour sai
por R$ 425 (Foto: Divulgação)
Amapô, Juliana Jabour e Neon fazem venda especial neste fim de semana

Essa é para anotar na agenda do fim de semana: neste sábado (dia 14) e domingo (dia 15) as marcas Neon, Amapô e Juliana Jabour armam uma venda especial de suas coleções de Inverno 2012. A liquidação acontece no ateliê da dupla de estilistas da Neon, Rita Comparato e Dudu Bertholini no bairro de Perdizes. Entre os achados estão peças como cardigãs da Amapô por R$ 184, vestidos da Neon por R$ 265 e camisas da Juliana Jabour por R$ 288. Para os fãs das marcas, vale conferir!


Interessou?

Venda especial Neon, Amapô e Juliana Jabour
Ateliê Neon - 14 e 15 de julho
Rua Campevas, 599 - Perdizes
Das 10h às 18h - Pagamento em cheque ou dinheiro
Tel. (11) 3828-1920